Boas Vindas

Bem vindo (a) ao blog Igreja Cristã Evangélica de Natal.

Através dele queremos informá-l0 (a) sobre nossa igreja local, o que cremos e pregamos e assim, sinta-se motivado (a) a conhecer sobre a Vida Eterna e a salvação que já somente em Jesus Cristo, centro de nossa mensagem. Somos uma igreja histórica, que está no Brasil desde julho de 1878. Somos conhecidos por alguns como os Irmãos ou Irmãos Unidos. Nos países latinos, como Hermanos Libres, cujas igrejas se denominam também de Iglesia Cristiana Evangélica.

A Igreja Cristã Evangélica está em Natal, desde 1989, tendo começado suas atividades no Planalto em 21 de Abril de 1992. Ela crê e prega que a Salvação e a Vida Eterna ocorrem somente pela fé na Pessoa e obra de Jesus Cristo como Salvador e Senhor, sem qualquer mérito de nossa parte. Não usa de chantagem emocional ou financeira com quem quer que seja, pois não vê autoridade Bíblica para tal.

Se você deseja conhecer mais sobre nós e sobre a salvação e a vida eterna, entre em contatos conosco pelos endereços aqui postados, ou então fazendo-nos uma visita em um de nossos cultos. Que a graça do Senhor Jesus seja contigo e com a sua família!

Igreja Cristã Evangélica de Natal

“Alcançando o Sertanejo Nordestino Com o Evangelho de Cristo Genuíno”

Missão SEARA - www.seara.org.br

segunda-feira, 15 de julho de 2019

ALIANÇAS ENTRE DEUS E A HUMANIDADE


Thomas Ice
Pergunta: Quais são as alianças bíblicas?”
Resposta: Quando observamos as alianças bíblicas, precisamos primeiramente considerar a terminologia que as Escrituras usam para aliança. No Antigo Testamento, a palavra hebraica para aliança é berith. Ela é usada 285 vezes. A palavra grega no Novo Testamento para aliança é diatheke. Ela aparece 30 vezes. Portanto, o significado central de aliança é um laço ou relacionamento entre duas partes na forma de um contrato. Em nosso mundo moderno, um contrato é a coisa mais próxima que seja semelhante a uma aliança bíblica. Nas alianças bíblicas entre Deus e a humanidade, o Senhor, soberanamente, impõe os termos desses arranjos de acordo com Sua própria vontade e prazer. Pense no seguinte: o Deus que não pode mentir escolhe se comprometer legalmente com as promessas que Ele fez para a humanidade.
Existem oito alianças na Bíblia, feitas entre Deus e a humanidade:
·         A Aliança Edênica (Gn 1.28-30; 2.15-17)
·         A Aliança Adâmica (Gn 3.14-19)
·         A Aliança Noaica (Gn 8.20-9.17)
·         A Aliança Abraâmica (Gn 12.1-3; etc.)
·         A Aliança Mosaica (Êx 20-23; Dt)
·         A Aliança Davídica (2Sm 7.4-17)
·         A Aliança da Terra de Israel (Dt 30.1-10)
·         A Nova Aliança (Jr 31.31-37)
Maranata! (Thomas Ice – Pre-Trib Perspectives - https://pre-trib.org/)


sábado, 6 de julho de 2019

CUMPRINDO A GRANDE COMISSÃO NO AGRESTE POTIGUAR

"19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Mt 28: 19, 20

Rafael Henrique dirigindo o louvor. 


O Senhor Jesus nos tem dado uma incumbência de cumprir a Grande Comissão, ou seja, pregar o Evangelho aos que ainda no o ouviram e aos que ouviram, mas ainda não responderam ao chamado do Senhor:" 28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma." Mt 11: 28,29.

Francisco Eudes contando história
É no desejo de cumprir esse mandado, é que estamos avançando pelo sertão levando as boas notícias de salvação. Por isso, esta semana, aproveitando o recesso escolar, a congregação da Igreja Cristã Evangélica de Natal (Planalto), situada em Riachuelo, sob a liderança do irmão Rafael Henrique de Oliveira, juntamente com sua esposa, Maria Célia, realizou mais uma Escola Bíblica de Férias, que se encerrou dia 6/7.

Luiz Antônio contando história
Estiveram cooperando com ele os irmãos que se preparam para servirem ao Senhor, Francisco Eudes de Souza, da Igreja no Planalto e o Luiz Antônio de Oliveira, irmão de Rafael, da congregação de Cidade Praia, na Zona Norte de Natal. Associe-se conosco nas corações, em gratidão e intercessão:
1). Louvem a Deus conosco pelo empenho destes irmãos, assim como pelas crianças que estiveram ouvindo a Palavra de Deus nestes dias.
2) Ao mesmo tempo, orem para que a Palavra do Senhor produza em suas vidas um verdadeiro arrependimento e fé no Senhor Jesus Cristo para a sua salvação,pelo que desde já agradecemos.
3) Orem pelo casal de obreiros: Rafael e Henrique e Maria Célia, pela saúde, sustendo e sabedoria na criação dos filhos e no ministério local.
4) Orem também para que o Senhor nos supra de mais obreiros para a obra da SEARA aqui no RN e CE. Temos uma carência atualmente de pelo menos mais três casais de obreiros dispostos a servirem ao Senhor no Sertão Potiguar (Santa Maria e Ceará Mirim) e Cearense (Barro-CE).
Os interessados devem falar com a direção da SEARA (84) 98168-2550 (VIVO) e 99938-8321 (TIM). Os que desejarem contribuir com a obra Missionária da SEARA, fazê-lo pela conta informada neste blog.
A seguir algumas fotos para os irmãos se inteirarem da programação.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

FAZEDOR DE TENDAS

Fazedor de Tendas é a expressão moderna usada para se referir ao missionário que, inspirado no exemplo do apóstolo Paulo, trabalha para se sustentar e criar oportunidades de estabelecer pontes com o contexto local. Já que a profissão de Paulo era a de fazedor de tendas, conforme Atos 18.3, adotou-se essa expressão como referência a esse tipo de missionário.
Durante boa parte de seu ministério, Paulo se “autossustentou”. Ele explica esse sustento da seguinte forma: “Porque vos recordais, irmãos, do nosso labor e da fadiga. E de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa de nenhum de vós, proclamamo-vos o evangelho de Deus.” (1 Ts 2.9).
Em Atos 28.30-31 tem-se mais claramente o modelo de atuação do fazedor de tendas: “Por dois anos, permaneceu Paulo na própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus e, com toda a intrepidez, sem impedimento nenhum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo”.
Vale considerar o período que Paulo esteve em Roma: “dois anos”. Além de uma marca de seu ministério, esse curto período é uma estratégia muito interessante, pois gera no missionário um senso de urgência e faz com que ele precise se organizar e trabalhar para divulgar o Evangelho mais rapidamente.
Em seguida, vê-se que Paulo vivia em uma casa alugada. Isso o ajudava a não se estabelecer definitivamente. Ele estava sempre pronto a ir adiante, a buscar o próximo destino. Semelhantemente os fazedores de tenda de hoje buscam estar sempre prontos a ir para a próxima oportunidade de emprego ou o próximo povo a ser alcançado.
A descrição do modelo continua com a hospitalidade: “recebia todos que o procuravam”. Ser hospitaleiro é algo particularmente difícil. Normalmente o missionário vive em um contexto transcultural em que sua casa tem a tendência de se tornar um refúgio; é o cantinho onde ele pode viver a própria cultura, os hábitos de seu povo e onde ele se sente literalmente em casa. Acontece que é justamente no abrir das portas desse refúgio que a efetividade do trabalho começa. O estrangeiro entra na casa do missionário hospitaleiro cheio de curiosidade sobre a cultura e a forma de vida daquele estrangeiro. Ali ele começa a perceber, de forma prática, o que é o cristianismo.
E o modelo termina mostrando que, “com toda a intrepidez, sem impedimento nenhum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo”. No contexto de seu lar é sempre possível falar de Cristo, mesmo em países onde fazer isso publicamente seja proibido. Os fazedores de tenda exploram o exemplo de Paulo ao máximo sendo eficazes na pregação do Evangelho mesmo em contextos reconhecidamente fechados.
Ser um fazedor de tendas hoje é ser um cristão que, atendendo ao chamado da Grande Comissão, se dispõe a usar sua profissão para se sustentar conseguindo oportunidades de trabalho que o colocam por um curto período em um contexto transcultural. Sendo ele hospitaleiro, tem a oportunidade de pregar e viver o Evangelho para impactar aquele povo e aquela nação. Com isso, ele consegue levar o nome de Cristo adiante.

Obs.: Ouça o programa 275: Profissionais em Missão para conhecer melhor sobre os fazedores de tendas.

sábado, 3 de março de 2018

A EQUAÇÃO DA TRINDADE

Trindade: Doutrina bíblica que repousa essencialmente sobre duas premissas:

1) O monoteísmo é uma verdade;
2) A divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também é uma verdade. Portanto, temos um único Deus, mas três pessoas.

A Bíblia Sagrada diz explicitamente que existe um único Deus (Deuteronômio 6.4; Marcos 12.29-32). O apóstolo João, conhecido como apóstolo do amor, diz no Evangelho escrito por ele: Ora a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste (João 17.3). João registrou essas palavras do Senhor Jesus Cristo, deixando claro que existe um único Deus Verdadeiro, neste versículo a expressão Deus Verdadeiro está claramente associada à pessoa do Pai. Na declaração do Senhor Jesus o Pai é o único Deus Verdadeiro. Porém, o mesmo João que escreveu o Santo Evangelho que leva o seu nome, escreveu também na sua Primeira Epístola Universal no capítulo 5 e versículo 20: Também sabemos que o Filho já veio, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro. E estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Essas palavras afirmam categoricamente a divindade de Jesus: Ele é o Verdadeiro Deus e a vida eterna.
Podemos observar que o mesmo João que escreveu no Quarto Evangelho, foi o autor da 1a Epístola a que referimos. Assim sendo, ele atribui a palavra Deus Verdadeiro, tanto à pessoa do Pai, como à pessoa do Filho. Esses textos são provas explícitas de que o apóstolo João conhecia a Unidade Composta de Deus, ou seja, a unidade de essência de Deus como sendo único e verdadeiro, composto por pessoas, neste caso: Pai e Filho. Não estou dizendo que o Pai seja o Filho, de maneira alguma, mas que o Pai e o Filho são duas pessoas como o próprio João declara: Graça, misericórdia, e paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em verdade e amor (2 João 1.3).
Se o Pai é chamado de Deus Verdadeiro (João17.3) e o Filho é chamado de Deus Verdadeiro (1 João 5.20), e o Espírito Santo é chamado de Deus (João 14.17), e, em Isaías capítulo 43 versículo 10 e 11 lemos: Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador; se existem três pessoas chamadas na Bíblia de Deus Verdadeiro e ela não admite outro deus ou Deus, senão o Deus único, ou admitimos a pluralidade na unidade ou somos obrigados a admitir um politeísmo barato, insuportável e grosseiro.

O UNICISMO
O unicismo tenta explicar o assunto desenvolvendo a teoria das três manifestações. Seria um único Deus Verdadeiro que se manifestara em três formas, ora como Pai, ora como Filho, ora como o Espírito Santo. Essa teoria unicista não encontra sustentação na verdade bíblica, já que na Bíblia encontramos passagens deixando claro que são pessoas distintas e não meras manifestações (João 1.1-3; 8.16-18; 15.26). O apóstolo João diz: Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho (1 João 2.22). Embora esses versículos foram escritos para proteger a Igreja do gnosticísmo, nos ensina que não podemos negar a personalidade das pessoas. Quem nega que Jesus é o Cristo, quem nega a personalidade do Pai e a personalidade do Filho é classificado de mentiroso, contrário a Cristo, já que negar essas verdades bíblicas são características da doutrina do espírito do anticristo e não do cristianismo ortodoxo.

A CRENÇA EM DUAS DIVINDADES
As testemunhas-de-jeová por não compreenderem o mistério de Deus-Cristo, criaram uma teoria “racionalista paradoxal” negando a divindade de Cristo e a pluralidade na unidade divina (1 Timóteo 3.16).
Assim desenvolveram um sistema doutrinário peculiar, ou seja, a crença em duas divindades, uma todo-poderosa, chamada de Jeová e outra menos poderosa ou apenas Poderosa, chamada de Jesus. Esse ensino caí de vez no politeísmo, ou seja, a crença em duas ou mais divindades. Algo que é impensável na fé cristã monoteísta. Bem diz o Credo Niceno ou Atanasiano: Pois da mesma forma que somos compelidos pela verdade cristã a reconhecer cada Pessoa, por si mesma, como Deus e Senhor. Assim também somos proibidos pela religião católica (universal) de dizer: Existem três deuses ou três senhores.

UM DEUS, TRÊS PESSOAS
A crença num Deus eternamente subsistente em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo contempla a realidade bíblica sem ferir o monoteísmo ético. Não enveredamos para o politeísmo nem para a negação das pessoas. Assim, a doutrina da Trindade não é irracional e antibíblica como querem os grupos não ortodoxos, mas é plena­mente bíblica e verdadeira.

OBJEÇÕES
Temos, porém, de ter em mente que as testemunhas-de-jeová não conseguem dissociar a palavra Deus do Pai. Todas as vezes que dizemos que Jesus é Deus, elas, no seu complexo sistema de entendimento, acusam a idéia de que estamos confundindo o Pai com o Filho. As testemunhas-de-jeová precisam entender que quando estamos falando de que Jesus é Deus, não estamos dizendo que Jesus é o Pai que seja o Espírito Santo. Mas o sistema de entendi­mento desenvolvido pela Sociedade Torre de Vigia não permite esse raciocínio, e a primeira coisa que ouvi­mos das testemunhas-de-jeová quando falamos que Jesus é Deus, são as seguintes indagações: “Se Jesus é Deus então Ele orou para si mesmo? Se Jesus é Deus então o céu ficou vaziou quando Ele veio a terra? Se Jesus é Deus então Deus morreu?” Tudo isso porque elas confundem as pessoas da divindade. Essas perguntas das testemunhas-de-jeová devem direcionar para os unicistas e não para os que acreditam na Trindade. Já que a Trindade são três Pessoas em unidade divina, daí o motivo de qualquer das três Pessoas poder ser chamada de Deus.
Outro problema levantado pelas sei­tas que rejeitam a doutrina da Trindade é aplicar as passagens bíblicas que se referem ao Filho como homem, para contradizer sua natureza divina. Ignoram que o Senhor Jesus possui duas naturezas: a divina e a humana, assim, essas seitas apresentam as passagens bíblicas que provam a humanidade de Jesus para negar a sua divindade, sendo que essas passagens não contradizem sua divindade, apenas provam sua outra natureza, a humana. Assim como as passagens que revelam a divindade de Jesus não contradizem sua natureza humana, mas simplesmente revelam sua outra natureza a divina, já que o Filho possui duas naturezas, verdadeiro homem (1 Timóteo 2.5) e verdadeiro Deus (1 João 5.20). Assim reza o Credo Niceno acerca de Jesus: Igual ao Pai no tocante à sua Deidade, e inferior ao Pai no tocante à sua humanidade.
No importante documento intitulado Tomo de Leão, que foi bispo de Roma (440-461) parte III diz: "Assim, intactas e reunidas em uma pessoa às propriedades de ambas as naturezas, a majestade assumiu a humildade, a força assumiu a fraqueza, a eternidade assumiu a mortalidade e, para pagar a dívida de nossa condição, a natureza inviolável uniu-se à natureza que pode sofrer. Desta maneira, o único e idêntico Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pôde, como convinha à nossa cura, por um lado, morrer e, por outro, não morrer…" e na par te IV diz: "Neste mundo fraco entrou o Filho de Deus. Desceu do seu trono celestial, sem deixar a glória do Pai, e nasceu segundo uma nova ordem, mediante um novo modo de nascimento. Segundo uma nova ordem, visto que invisível em sua própria natureza, se fez visível na nossa e, Ele que é incompreensível, se tornou compreendido; sendo anterior aos tempos, começou a existir no tempo; Senhor do universo revestiu-se de forma de servo, ocultando a imensidade de sua Excelência; Deus impassível, não se horrorizou de vir a ser carne passível; imortal, não recusou as leis da morte. Segundo um novo modo de nascimento, visto que a virgindade, desconhecendo qualquer concupiscência, concedeu-lhe a matéria de sua carne. O Senhor tomou, da mãe, a natureza, não a culpa. Jesus Cristo nasceu do ventre de uma virgem, mediante um nascimento maravilhoso. O fato de o corpo de o Senhor nascer portentosamente não impediu a perfeita identidade de sua carne com a nossa, pois Ele que é verdadeiro Deus, é também verdadeiro homem. Nesta união não há mentira nem engano. Corresponde-se numa unidade mútua a humildade do homem e a excelsitude de Deus. Por ser misericordioso, Deus [divindade] não se altera; por ser dignificado, o homem [humanidade] não é absorvido. Cada natureza [a de Deus e a de servo] realiza suas próprias funções em comunhão com a outra. O Verbo faz o que é próprio do verbo; a carne faz o que é próprio à carne; um fulgura com milagres; o outro se submete às injúrias. Assim como o Verbo não deixa de morar na glória do Pai, assim a carne não deixa de pertencer ao gênero humano… Portanto, não cabe a ambas as naturezas dizerem: “O Pai é maior do que eu ou “Eu e o Pai somos um Pois, ainda que em Cristo Nosso Senhor haja só uma pessoa. Deus-homem, o princípio que comunica a ambas as naturezas as ofensas é distinto do princípio que lhes torna comum a glória…"
O autor evangélico Robert M. Browman Jr., declara com muita propriedade e profundo senso de responsabilidade: "Existe a escolha, portanto, entre crer no Deus verdadeiro conforme Ele se revelou, com mistérios e tudo, ou crer num Deus que é relativamente fácil de ser compreendido, mas que tem pouca semelhança com o Deus verdadeiro. Os trinitários estão dispostos a conviver com um Deus a quem não conseguem compreender plenamente, já que adoramos a Deus conforme Ele se tem revelado."

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Finalmente, declaramos com toda a confiança a nossa fé bíblica na doutrina da Trindade, porque:
Aceitamos a doutrina de acordo com o que expõe a Bíblia Sagrada (Mateus 28.19; Efésios 4.4-6; 1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13; Números 6.24-26);
Não somos politeístas, já que cremos num único Deus, e não aceitamos nenhuma divindade inferior ou superior, além de Deus; (Deuteronômio 6.4; Marcos 12.29; 1 Coríntios 8.6; Gálatas 3.20; Efésios 4.6);
Não somos idólatras, já que não temos nenhum outro deus diante do único Deus; (Êxodo 20.2-3; Isaias 43.10-11);
Não aceitamos o paganismo, e encontramos fartamente no paganismo a crença em duas ou mais divindades. Ex; Júpiter (o deus supremo dos romanos ou o deus todo-poderoso dos romanos) e Mercúrio (divindade inferior ou deus poderoso); ou para os gregos (Zeus, o deus todo-poderoso e Hermes o deus apenas poderoso), crença similar à das testemunhas-de-Jeová: Jeová, o Deus Todo-Poderoso e Jesus, o Deus poderoso;
Não aceitamos o critério da razão para conceber a divindade, já que Deus não é concebido por meio de um raciocínio humano, nem por uma demonstração matemática. Deus não é fruto da inteligência da carne, Ele é Deus de mistério (Isaias 45.15; 1 Timóteo 3.16);
Se o Cristianismo fosse alguma coisa que estivéssemos inventando, é óbvio que poderíamos torná-lo mais fácil. Não conseguimos concorrer, em termos de simplicidade, com as pessoas que estão inventando religiões. Como poderíamos? Estamos lidando com fatos. É óbvio que qualquer um pode simplificar as coisas se não precisar levar em conta os fatos! (C. S. Lewis). (extraído da revista Defesa da Fé número 23 – www.icp.com.br ).

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

PARA ONDE, SENHOR?

Este é o caminho; siga-o” (Isaías 30.21).
Quando você estiver confuso, desanimado e sem rumo, ouça a voz do seu Senhor, lhe dizendo: “Este é o caminho; siga-o”.
E agora? Que decisão você tomará? Por qual caminho seguirá? Há ocasiões em que nos sentimos muito desamparados e abandonados. As montanhas de preocupações se agigantam diante de nós como um peru com as penas eriçadas. Nesses momentos o inimigo está em alta. O seu negócio floresce: o desânimo!
Todo aquele que deseja ter uma vida agradável ao Senhor Jesus e quer seguir no caminho do discípulo fiel sabe das dificuldades e perigos. Ele sabe que nesse mundo não há tempos isentos de preocupações. Portanto, não se sinta oprimido quando o Senhor atribuir momentos em que você é solicitado a buscar pelo caminho correto. Os “tranquilos em Sião” seguem troteando na vida. Eles observam os doces sons da flauta do sedutor, adaptam-se ao espírito da época e não notam que, ao final, o seu caminho os conduz à catástrofe.
Você, porém, que busca a vontade do Senhor, prostre-se diante dele, importune o seu coração e ele lhe permitirá ouvir sua voz: “Este é o caminho, siga-o”.
Se você não souber como continuar, não enxergar alternativas, lembre-se então do tempo em que o caminho estava claro à sua frente. A partir dessa perspectiva o Senhor Jesus revelará a você novamente a vontade dele. Talvez a sua queixa seja: “Perdi o relacionamento com meu Senhor. O contato íntimo com ele está interrompido”. Não se desespere! Mesmo nos momentos em que você parece estar sem respostas, Deus não altera a sua promessa: “Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome” (Salmo 23.3).
A correção do coração inicia sempre sob a cruz de Jesus, nosso Salvador. Aquele que se curva diante de sua impotência, humilha-se de todo o coração e coloca sua vida confiadamente nas mãos do Senhor Jesus, esse sentirá que são justamente as horas difíceis que o amarram mais firmemente ao coração do Senhor. Não tente “reiniciar” sem estar certo de que você realmente está procurando a glória do Senhor Jesus até nos cantos mais secretos do seu coração.
Ele concede êxito somente aos sinceros com corações limpos, e aos humildes ele prometeu sua graça.
Ele concede êxito somente aos sinceros com corações limpos, e aos humildes ele prometeu sua graça.
Ah, como a espera é difícil para todos nós! Mas justamente essa palavra me incentivou maravilhosamente em tempos de opressão: “O que o justo almeja redunda em alegria...” (Provérbios 10.28).
Por isso, esteja atento à voz do Senhor “atrás de você”, pois somente dessa maneira ele lhe conduz e livra das dificuldades de sua vida. E, para a honra de seu nome, ele responderá ao seu clamor. “Ó tu que ouves a oração...” (Salmo 65.2). Que essa experiência seja o triunfo da sua fé. Manfred Paul

Fonte: www.chamada.com.br

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

23ª CONFERENCIA MISSIONÁRIA

Nos dias 13, 14 e 15 de Outubro de 2017, realizamos aqui em Natal-RN, nossa 23ª Conferência Missionária sob o tema: CHAMADOS AO COMBATE. O tema foi baseado em 2 Timóteo capitulo dois, discorrendo sobre: 1) As Qualificações do para o Combate, Capitulo 1; 2) A Disciplina do Combatente, capitulo 2 e, 3) O Desafio do Combate, no capitulo 3. O pregador foi o irmão Paulo César da Silva, da Igreja Cristã em Chapecó-SC, no Parque das Palmeiras. Foi um momento de edificação e comunhão entre os irmãos oriundos da igreja local e suas congregações, como: Ceará Mirim-RN, Cidade Praia (Natal), Extremoz-RN, Santa Maria-RN e Riachuelo-RN. 
Ainda tivemos a presença dos irmãos da Igreja Cristã Evangélica de Cruzeta. No sábado, dia 14, realizamos o batismo de 9 irmãos , sendo três da congregação de Ceará Mirim-RN e os demais da Igreja no Planalto. 
Foi um momento de festa espiritual e comunhão. Aproveitamos o ensejo para pedir as vossas orações pela obra missionária desenvolvida pela SEARA, através da Igreja Cristã Evangélica de Natal, situada no Bairro Planalto. Estamos pensando seriamente em fazer uma viagem missionária à cidade de São Fernando-RN, distante a 293 km de Natal e a Juazeiro do Norte, a fim de visitar uma familia oriunda Igreja Cristã de São Bernardo do Campo, com o objetivo de termos essa familia como contato para iniciarmos ali um novo trabalho e desta feita nesta cidade importante do Sul do Estado do Ceará. 

terça-feira, 27 de junho de 2017

DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO: BÊNÇÃO DADA NA CONVERSÃO

"Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna." (Tt 3.4-7).
O contexto evangélico brasileiro é caracterizado muitas vezes por uma teologia intuitiva, em que as pessoas, via de regra bem intencionadas, inventam conceitos equivocados que acreditam ter respaldo bíblico. Isso acontece especialmente quando os crentes formulam certas conclusões doutrinárias sem a prévia construção de uma base exegética sólida. A coisa fica pior quando essas conclusões são amparadas por crenças cristãs populares que, com o tempo, se tornaram dogmas tão enraizados na cabeça do povo que questioná-las pode colocar o nome de alguém na lista dos maiores inimigos de Deus já vistos na história humana.
Esse é o caso da crença no batismo do Espírito Santo como uma segunda bênção que o crente deve buscar ardentemente após sua conversão e que deve vir obrigatoriamente acompanhado do pronunciamento de “línguas estranhas”. Muitos evangélicos acreditam nisso com todas as suas forças e defendem essas ideias como se fossem a essência do evangelho e o cerne de toda a doutrina proclamada pela igreja. Para muitos, o tal “batismo” constitui o alvo supremo da vida cristã e a razão central de suas orações, louvores, cultos e jejuns.
Nada mais longe da verdade! Em primeiro lugar, considere-se o modo como a Bíblia aborda o dom de línguas. O NT fala tão pouco sobre esse dom que chega a criar a impressão de que as igrejas da época não davam importância alguma a esse assunto. De fato, em toda sua produção epistolar, Paulo se refere às línguas somente em 1Coríntios e isso para corrigir alguns desvios. Nessa mesma epístola ele deixa claro que o dom de línguas era o menos relevante de todos (14.19) e o coloca por último nas listas de dons expostos em 12.8-10,28. Na sua segunda epístola dirigida àquela mesma igreja, Paulo sequer alude ao tema.
Também em Romanos e Efésios, onde o apóstolo faz outras listas de dons espirituais, línguas sequer aparecem. Pedro, João, Tiago, o autor de Hebreus e Judas não dizem nada sobre as línguas, fortalecendo a verdade de que toda a ênfase que os evangélicos dão a esse assunto é coisa da igreja atual sempre disposta a valorizar o que é secundário e a desprezar o que é essencial: a justiça, a misericórdia e a fé (Mt 23.23). De fato, assim como os católicos dão centralidade à eucaristia (outro tema tratado muito pouco no NT), muitos evangélicos de hoje parecem dar centralidade às línguas, sem levar em conta que nem Jesus, nem apóstolo algum, jamais atribuiu grande relevância a essa prática.
Em segundo lugar, é preciso destacar que a leitura do registro de Atos acerca das quatro ocasiões em que o Espírito Santo foi derramado com evidência de línguas (sobre os judeus, sobre os samaritanos, sobre os gentios e sobre os discípulos de João, seguindo a sequência de Atos 1.8), em nenhuma delas as pessoas envolvidas receberam o Espírito depois de tê-lo buscado ardentemente após a conversão.
Em Atos 2, os cristãos judeus aguardavam (não buscavam) em oração o cumprimento da promessa da vinda do Espírito sem ter a menor ideia de como isso aconteceria. Em Atos 8 o Espírito foi derramado sobre os convertidos de Samaria tão logo os apóstolos ali chegaram, sem que ninguém dentre os novos crentes clamasse, jejuasse, buscasse e orasse pedindo isso. Aliás, Atos 8 sequer afirma de maneira expressa que os samaritanos falaram em línguas naquela ocasião. Em Atos 10, todos os gentios reunidos na casa de Cornélio receberam o Espírito Santo enquanto ainda ouviam a pregação de Pedro, sem que tivessem a menor noção prévia do que seria aquilo. Em Atos 19, os discípulos de João também receberam o Espírito tão logo ouviram e aceitaram a mensagem completa do evangelho. Que isso acontecia assim que a pessoa cria, sem nenhuma necessidade de busca, fica evidente pela pergunta de Paulo dirigida àqueles discípulos de João: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?” (At 19.2).
Nada, portanto, corrobora a ideia de que o batismo com o Espírito Santo acompanhado de línguas deve ser buscado ardentemente pelo cristão como uma segunda bênção. Na Bíblia esse ensino não existe. Na verdade, em Gálatas 3.2, Paulo até censura a ideia de que alguém possa receber o Espírito Santo por meio do esforço próprio.
Finalmente, deve-se esclarecer que o batismo com o Espírito Santo não é uma segunda bênção dada após a conversão. Em vez disso, é uma bênção “primária” concedida no momento da conversão, sem necessidade alguma de ser acompanhado de línguas “estranhas”. Em 1Coríntios 12.13 Paulo diz que “em um só Espírito todos nós fomos batizados em um corpo”. Isso significa que o batismo do Espírito Santo é a inserção do crente no corpo de Cristo, isto é, a igreja. Ora, isso acontece quando a pessoa crê no Salvador. Nesse momento, a pessoa é inserida na comunidade dos salvos, sendo este o "batismo do Espírito". Associado a esse batismo está também o derramamento do Espírito sobre a pessoa que crê. Esse derramamento, conforme se depreende do trecho da Carta a Tito transcrito acima, advém “ricamente” ao indivíduo para que ele seja salvo, experimentando “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”, tudo isso a fim de que “justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. Afinal de contas, conforme Paulo realça, “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9).
Fica, assim, evidente que o batismo/derramamento do Espírito Santo é concedido à pessoa quando ela se converte, não havendo necessidade alguma de ser buscado intensamente pelo crente, como ensinam por aí. Na verdade, segundo o claro ensino da Palavra de Deus, o que o crente deve buscar intensamente agora é a plenitude do Espírito, ou seja, o controle completo do Espírito Santo sobre a sua vida, promovendo louvor, gratidão, humildade, santa comunhão e frutos de justiça (Gl 5.22; Ef 5.18-21).
Non nobis, Domine
Pr. Marcos Granconato